Indústria de Reciclagem tem o potencial de gerar receita bilionária no Brasil.

Através das últimas duas décadas, o Brasil consolidou seu modelo de reciclagem apoiando-se em coleta seletiva, e no trabalho dos catadores. Com a nova legislação para rejeitos sólidos, há expectativa de crescimento no mercado com investimento público e empresarial nesse setor.

Após a aprovação da lei que regula a administração de rejeitos sólidos, em 2010, elaborar indicadores e diagnósticos do mercado, assim como metas é uma tarefa estratégica, que garante transparência e segurança nos investimentos para a área.

A legislação determina que a responsabilidade sobre os resíduos urbanos seja compartilhada entre governo, empresas e a população. A logística reversa, ou seja, a coleta e o retorno de materiais à indústria após o consumo, passou a ser obrigatória para alguns setores.

O mercado caminha para a aplicação da lei, e melhor aproveitamento das oportunidades de negócio que surgirão a partir do maior volume de resíduos separados nas residências, e coletados pelas prefeituras. Estima-se que apenas em 2012, a coleta, triagem e processamento dos materiais em indústrias recicladoras geraram um faturamento de R$ 10 bilhões no Brasil.

Para os próximos anos a expectativa é de expansão em maior escala no desenvolvimento do parque industrial de reciclagem. Nesse caminho, identificar obstáculos e gerar dados úteis à políticas de incentivos e de investimentos, visando o equilíbrio entre oferta e demanda, a redução de custos e o máximo de benefícios sociais e econômicos, é uma rotina que se integra à gestão do lixo no Brasil.

O valor esperado para os negócios na 6ª edição do Recicla Nordeste, em 2016, é de R$ 5 milhões.