O papel dos Municípios e Coleta Seletiva no Mercado de Reciclagem

Desde a aprovação da lei gestão de resíduos em 2010, é crescente o número de cidades implementando coleta seletiva, possibilitando um melhor aproveitamento de materiais, que anteriormente, eram despejados em lixões. Esse número teve um crescimento ainda mais acentuado com a transição das prefeituras em 2013, após as eleições municipais. Ainda assim, apenas 14% dos municípios brasileiros contam com coleta seletiva, desse total, 86% pertencem às regiões sul e sudeste.

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O planejamento da gestão municipal de resíduos é uma condição legal para acesso a recursos públicos federais, assim como os que são destinados aos aterros sanitários e à estrutura de coleta de lixo. O Ministério do Meio Ambiente, com o Programa Recicla Brasil, estima cobrir 73% da população urbana do país com repasses financeiros para a implantação de aterros sanitários. Para a coleta seletiva o objetivo é alcançar 59% da população que reside nas cidades. Há ainda o Programa Pró-Catador, do Ministério do Trabalho e Emprego, que reserva R$ 185 milhões para os governos estaduais apoiarem os municípios. A injeção de investimentos na estruturação da reciclagem inclui ainda recursos de empresas estatais, como Banco do Brasil e BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

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Coleta Seletiva abastece o mercado

A coleta seletiva municipal é imprescindível como fonte de abastecimento do mercado da reciclagem. A maioria dos municípios realiza coleta de porta em porta – 88%. Há a alternativa de recolhimento por meios de Postos de Entrega Voluntária (PEV), onde é possível que a população deixe seus resíduos recicláveis, assim como cooperativas de catadores contratadas para a coleta seletiva municipal, disponível em mais da metade das cidades que oferecem o serviço.